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Conheça Flora, fêmea de cateto que não pode voltar à natureza e encontrou no Bioparque Pantanal um novo lar

Mais um final feliz marca a trajetória de um animal que não pôde ser reinserido na natureza e encontrou no Bioparque Pantanal um lar repleto de cui...

24/02/2026 às 10h59
Por: Redação Fonte: Secom Mato Grosso do Sul
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Foto: Reprodução/Secom Mato Grosso do Sul
Foto: Reprodução/Secom Mato Grosso do Sul

Mais um final feliz marca a trajetória de um animal que não pôde ser reinserido na natureza e encontrou no Bioparque Pantanal um lar repleto de cuidado e responsabilidade. A pequena Flora, uma fêmea de cateto, chegou nesta segunda-feira (23) ao maior aquário de água doce do mundo, que abriga mais de 400 espécies, e já começa a se adaptar ao novo recinto.

O espaço foi especialmente preparado para garantir conforto e bem-estar à espécie. O recinto conta com área ampla, solo natural com terra e gramado, piscina de lama, essencial para que o animal se refresque em dias quentes, além de pontos de alimentação, água e área de cambiamento. Localizado no jardim externo do complexo, o ambiente segue as normas do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e pode ser observado pelos visitantes, que agora também poderão conhecer de perto a simpática mamífera.

Flora foi entregue voluntariamente ao CRAS (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres), em Campo Grande. Por não apresentar condições de retorno à natureza, a própria instituição identificou no Bioparque Pantanal o local ideal para acolher a espécie nativa da fauna brasileira.

 Animal se adaptou rápido ao novo recinto preparado para garantir conforto.
Animal se adaptou rápido ao novo recinto preparado para garantir conforto.
 Flora, que estava no CRAS, já foi inserida no protocolo de manejo bem-estar animal.
Flora, que estava no CRAS, já foi inserida no protocolo de manejo bem-estar animal.

Conforme explica a coordenadora do CRAS, Aline Duarte, sempre que um animal nessa condição chega à instituição, a equipe busca um espaço que disponha de estrutura adequada e que esteja alinhado aos princípios de conscientização e educação ambiental. “Vimos que o Bioparque Pantanal possui toda a estrutura necessária para receber a Flora e dar continuidade ao acompanhamento dela”, destacou Aline.

A impossibilidade de reintrodução ocorre porque Flora foi resgatada ainda filhote e teve contato humano frequente, fator que compromete o desenvolvimento de seus instintos naturais. Essa condição inviabiliza o retorno seguro ao habitat natural.

No Bioparque Pantanal, no entanto, todos os esforços foram direcionados para garantir um ambiente adequado às suas necessidades. Flora passa a viver em um recinto totalmente equipado, planejado de acordo com parâmetros técnicos que asseguram saúde, conforto e estímulos compatíveis com a espécie.

Bem-estar animal

Desde a chegada, Flora foi inserida no protocolo de manejo e bem-estar animal do Bioparque Pantanal. Ela passará por um processo gradual de condicionamento e treinamentos, facilitando a adaptação à rotina de cuidados e acompanhamento veterinário.

Antes da transferência, profissionais do Bioparque visitaram o CRAS para acompanhar de perto a situação do animal. Foram realizados levantamento de dados, pesagem, desverminação e coleta de exames, garantindo que a fêmea chegasse ao novo lar com todos os protocolos sanitários atualizados.

A bióloga-chefe do Bioparque Pantanal, Carla Kovalski, ressaltou que a adaptação inicial tem sido positiva. “A chegada dela superou nossas expectativas. Flora explorou o recinto e apresentou boa interação com a equipe responsável pelos cuidados. Nesta primeira semana, que é o período de adaptação, esperamos que ela se sinta cada vez mais à vontade e responda bem aos protocolos de bem-estar animal”.

Para a diretora-geral do Bioparque Pantanal, Maria Fernanda Balestieri, o acolhimento de animais que não podem retornar à natureza reafirma o compromisso institucional com a educação ambiental. “A história da Flora será mais uma oportunidade de sensibilizar os visitantes sobre os impactos que impedem muitos animais de voltarem ao seu habitat natural. Assim como nossas serpentes, a sucuri Gaby, a jiboia Rachel Carson e a píton Capitu e a nossa lobinha, carinhosamente chamada de Delinha, Flora também passa a integrar esse trabalho de sensibilização e conscientização ambiental”.

Rosana Moura, Bioparque Pantanal
Fotos: Rosana Moura, Bioparque Pantanal

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